Mai 122020
 

Douscentos mil quilómetros

afastam-te de Vénus

Nom estranhes que o amor

nom te seja propício.

Desde a terra em que vives

até ao terceiro céu,

hai

demasiada distância.

De planeta a planeta

nom poderás voar

sem as asas de Eros

inseridas em Ares.

Vénus quando quer baixa

ao leito de um mortal:

diga-o Aeneas Pius.

A iniciativa sempre,

na conjunçom do amor,

é labor feminino.

Élitros de volalha

em ombros de almafi,

avondam para a deusa.

Tal como em para-quedas,

desce até aos teus oelhos,

rindo de anos de luz,

se for a sua vontade.

Mas se és tu que a procuras,

foguete potentíssimo

impelir-te só pode.

Se nom és astronauta,

melhor é que te deites

a esperar

aquela que talvez

nom tés de abraçar nunca.

Carvalho Calero, R. (1990), Reticéncias

Versión de Milhomes. Preme aquí para escoitala.

  One Response to “Afastado de Vénus. Ricardo Carvalho Calero.”

  1. É un poema interesante e non pensei que se puidese musicar así, adaptándose tan ben. Parabéns polo blog, Xoán estaría orgulloso!

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